sexta-feira, 25 de junho de 2010

Disciplina e Educação dos Filhos


Muitos pais tem procurado profissionais da área de educação e psicologia queixando dificuldades em disciplinar e educar seus filhos. Vemos que tal dificuldade está relacionada a uma mudança nas relações familiares deste tempo. A ausência dos pais em casa e os poucos momentos de encontros familiares importantes para a criança como almoço e Jantar, quando a família se reunia para conversas e fazer um feedback dos acontecimentos da semana, repassavam a cultura, costumes da família além de estabelecer regras, tem levado as crianças a não terem uma identidade familiar, a não estabelecerem uma cultura familiar.

Ao mesmo tempo essa criança está cada vez mais informada e atualizada tendo acesso as novas tecnologias e muita quantidade de conteúdo e informação. As mesmas não "precisam" mais recorrer aos pais em busca de informações

Muitas famílias dividem o mesmo espaço, mas não se conhecem a fundo, muitos pais não conhecem os filhos, suas preferências, suas dificuldades, e muitos filhos não conhecem seus pais.
Nesse quadro, quando os pais tentam estabelecer regras, as crianças não respondem, não obedecem.

Algumas famílias justificam a dificuldade em disciplinar e educar as crianças, dizendo que tem medo de serem denunciados ao conselho tutelar, medo de serem presos.

Temos que deixar claro que disciplinar e educar não é crime. É papel da família ensinar a criança, estabelecer regras e limites para sejam adultos seguros, conscientes, tolerantes, controlados, equilibrados e que tenham um bom relacionamento social.

É no âmbito familiar que a criança aprende (treina) a viver em sociedade . Por isso a importância de ensinar as crianças a compartilharem, a comerem a mesa, a obedecerem e respeitarem seus pais e os mais velhos, a obedecer a regras e horários, a respeitar o próximo.

Cada família tem a sua maneira de disciplinar, não há uma regra para isso, desde que não haja maus tratos e violência. A família precisa saber disciplinar e educar e o segredo é educar com amor, não com permissividade nem violência.

Nós Psicólogos infantis, psicopedagogos e os pedagogos temos sugerido e oferecido aos pais ferramentas que ajudam a organizar o ambiente familiar, a estabelecer regras e horários. Postamos algumas dessas ferramentas para que venham auxiliar a família nesse papel, mas enfatizamos que cada família tem a sua característica , a sua cultura e que acima das regras, o diálogo e os momentos de carinho, de passeio, de comunhão familiar devem ser o ponto principal na educação dos filhos.


































segunda-feira, 7 de junho de 2010

O que é Terapia Infantil?

Terapia Infantil

A Terapia Infantil é a psicoterapia dirigida ao atendimento a crianças. Ela conta com recursos lúdicos a fim de abordar o mundo infantil, considerando as necessidades particulares e os aspectos especiais das crianças. Tem-se como referencial o sofrimento da criança e como objetivo ajudá-la a encontrar caminhos para sentir-se melhor.

São inúmeras as razões que levam pais ou responsáveis a procurar terapia para suas crianças.

Podemos destacar o baixo rendimento escolar, comportamentos agressivos, timidez, enurese noturna, hiperatividade, dificuldades de interagir com outras crianças ou familiares, depressão, obesidade, etc. Os comportamentos-problema nas crianças podem estar associados à falta de habilidade para lidar com situações adversas e difíceis, como a separação dos pais ou mudança de escola. Nestes casos a terapia irá auxiliá-la, com a metodologia adequada, na aquisição de novos comportamentos eficientes para lidar com as situações geradoras do estresse emocional.

A constatação de que a criança com dificuldades psicológicas está tentando resolver um problema no meio onde ela está inserida difere da visão simplista de que ela estaria criando outro(s) problema(s) e conduz a um importante ponto da Psicoterapia Comportamental Infantil, o modelo triádico de atendimento. Trata-se do envolvimento dos pais no processo terapêutico do filho, através de sessões de orientação. Em tais encontros, os pais aprendem formas alternativas de ajudar o filho, bem como passam a entender o que ocorre no contexto familiar e o que poderia estar gerando ou mantendo o problema. Percebe-se, neste modelo, que todo ambiente no qual a criança interage deve ser considerado e também ser foco de intervenção. Neste sentido, pode-se orientar, inclusive, outros familiares e a escola.

O terapeuta, através de sua relação genuína com a criança, inicia um processo de mudança comportamental dentro do consultório com o intuito de que estes progressos generalizem para os ambientes naturais da criança. Assim ela conseguirá se comportar de forma a se sentir bem em todas as esferas de sua vida.